O Inconsciente e a Resistência |
| Escrito por Joviane Moura |
O INCONSCIENTE E A RESISTÊNCIAFoi na interpretação dos sonhos que Freud deu a primeira definição da noção de resistência. Ele diz que tudo que destrói a continuidade do trabalho é uma resistência; sendo que trabalho aí é a revelação do inconsciente. Veja mais sobre O Iconsciente Veja mais sobre O recalcamento E Lacan (1954) nos lembra que não se pode colocar em primeiro plano que a técnica analítica tem por finalidade forçar a resistência do sujeito. Em diversas ocasiões Freud parece mostrar que a resistência emana daquilo que está para se revelar, do recalcado, do verdrangt. Em 1910 em ‘A Psicanálise Silvestre’ Freud já falava que informar ao paciente sobre seu inconsciente e suas motivações só trará dificuldades ao tratamento; o paciente não sofre de uma ignorância e que se alguém consegue remover essa ignorância ele vai se recuperar. O fator patológico não está nesse ignorar propriamente, mas estar o fundamento dessa ignorância em resistências internas; “foram elas que primeiro produziram esse ignorar e elas ainda o conservam agora.” (Freud, 1910, p. 211). RecalqueO recalque originárioFreud fala que há uma primeira fase do recalcamento que consiste na recusa de um representante da pulsão pelo consciente e que a partir daí se estabelece uma fixação; essa fase do recalcamento é anterior à distinção entre consciente e inconsciente. De acordo com Lacan, Laplanche e Leclaire o ingresso no mundo simbólico (o mundo da palavra, da lei, da linguagem) é o momento da constituição do inconsciente. Mas, infelizmente, Lacan não faz uma descrição detalhada do recalque originário. O imaginário é o que nos introduz no mundo da subjetividade. Anterior ao imaginário teríamos a pulsão, mas esta pertence ao impensável, nunca se dá por si mesma, mas se apresenta sempre pelos seus representantes psíquicos. Anterior ao simbólico, o imaginário constituiria o primeiro corte no exercício pleno da pulsão (Roza, 2005). |


